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História e memória afro-brasileira do passado ao presente.
Quem é dono do Hip Hop?
A partir das experiências do 1º Seminário Nacional da C3H2B, em Brasília, Vivi Morais reflete sobre as disputas de memória, pioneirismo e legitimidade que atravessam o Hip Hop brasileiro. O artigo discute o Conhecimento como quinto elemento, a produção de saberes nos territórios e o reconhecimento do Hip Hop como linguagem de educação, memória e formulação política. Entre trajetórias pessoais, pesquisa histórica e políticas públicas recentes, propõe deslocar a pergunta sobre quem é “dono” dessa história para um desafio coletivo: preservar sua pluralidade e garantir que diferentes sujeitos e gerações participem da construção de seu futuro.
Nem tão abolida assim: a escravidão, nos dias atuais
Embora 13 de maio de 1888 seja uma data historicamente significativa para o povo negro no Brasil — porque marca a assinatura da Lei Áurea —, ainda perduram os tempos de escravidão. A ausência de um plano efetivo de inclusão social e econômica para os oficialmente ex-escravizados resultou em condições precárias de vida, marginalização e contínua discriminação, fato que contribuiu para a perpetuação de desigualdades sociais por meio da violação dos direitos da população sobrevivente.
Trabalho e Festa
Os espaços públicos das capitais escravistas no século XIX funcionavam como territórios dinâmicos, ocupados não apenas por trabalhadores urbanos, como também artistas diversos. Nas praças, coretos e ruas várias interações e manifestações culturais tornavam-se possíveis entre escravos, libertos e livres.
Escravidão Urbana
O meio urbano era um espaço de mobilidade para o trabalhador escravizado. Sua estrutura socioeconômica permitia a criação de diversos modos de resistência para a conquista da liberdade.

