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História e memória afro-brasileira do passado ao presente.
Nem tão abolida assim... A escravidão, nos dias atuais.
Embora 13 de maio de 1888 seja uma data historicamente significativa para o povo negro no Brasil — porque marca a assinatura da Lei Áurea —, ainda perduram os tempos de escravidão. A ausência de um plano efetivo de inclusão social e econômica para os oficialmente ex-escravizados resultou em condições precárias de vida, marginalização e contínua discriminação, fato que contribuiu para a perpetuação de desigualdades sociais por meio da violação dos direitos da população sobrevivente.
Uma trança é muito mais que um penteado
As tranças afro resistem como forma de assegurar a identidade e beleza de povos cuja auto-estima foi sistematicamente roubada, mas que aos poucos vem sendo recuperada, tanto por quem se deixa trançar, quanto por quem trança ou (de outras formas) incentiva esse trabalho essencialmente matriarcal — responsável pelo empreendedorismo e liberdade financeira de muitas mulheres negras, no Brasil —.
Educar para a igualdade não tem idade
Embora a história das teorias raciais tenha sido desmontada por autores de várias gerações, a população brasileira descende de uma memória colonial escravista de quase quatro séculos. Isso significa que a educação antirracista deve ser um projeto para todas as idades, em todos os locais de relevância formativa e cultural.
Lei 10.639 - 20 anos
A educação, na história do nosso país, foi alvo de um projeto político e social que excluiu durante todo o período escravista e parte do período republicano, os negros (pretos e pardos) do direito de ascender socialmente. Tornando-se um dos elementos de luta e reinvindicação que, gradativamente, foi sendo conquistado por essa parcela da população e seus movimentos.
Raça e Racismo
Sabemos, hoje em dia que “Raça” é um conceito social e político e não um dado científico a ser estudado ou comprovado por biólogos e geneticistas. No entanto, a experiência social do racismo, torna o conceito de raça absolutamente concreto e vivo nas práticas discriminatórias e preconceituosas dos racistas e de suas vítimas.
Alforria
Alforria não representava um sinônimo de liberdade. Juridicamente, a alforria transformava um indivíduo considerado “coisa”, numa “coisa” liberta. Apenas o tirava do cárcere privado para que ele continuasse lutando por uma condição de vida livre, mas preso a uma sociedade estruturalmente escravista. Era necessário elaborar muitas estratégias de resistência para que ele se mantivesse liberto em seu cotidiano. Estar alforriado não o tornava legalmente um cidadão.
Trabalho e Festa
Os espaços públicos das capitais escravistas no século XIX funcionavam como territórios dinâmicos, ocupados não apenas por trabalhadores urbanos, como também artistas diversos. Nas praças, coretos e ruas várias interações e manifestações culturais tornavam-se possíveis entre escravos, libertos e livres.
Imigração e Escravidão
Diante da dificuldade de empregar, ou melhor, submeter trabalhadores mestiços, pobres e livres, dentro de um regime de trabalho ainda servil. Os grandes proprietários de terras, em especial da cafeicultura paulista, maioria dentre os cargos políticos junto ao Império, recorreram a um plano de substituição desses trabalhadores “indolentes” por imigrantes estrangeiros.
Escravidão Rural
No campo, o africano foi a força motriz dos canaviais e das roças de tabaco do Brasil colônia, bem como dos cafezais e algodoais na época do império.
Branqueamento
A teoria do branqueamento foi introjetada pela maioria da população brasileira, mesmo que ela desconheça a sua origem.
Escravidão Urbana
O meio urbano era um espaço de mobilidade para o trabalhador escravizado. Sua estrutura socioeconômica permitia a criação de diversos modos de resistência para a conquista da liberdade.

